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CEO da BC.Game pede VRS zerado para time de s1mple: 'tirem todos os nossos pontos'
Ali "Ako" Muhanned aceita perder os 1.305 pontos no ranking para que o elenco recomece do zero no VRS da Ásia e volte à corrida pelo Major de Singapura após mudança de regra da Valve.
Por Maya, 07/10/2026, 10:46:13
Ako abre mão de 1.305 pontos para que o elenco recomece no VRS da Ásia e volte a disputar vaga no Major de Singapura."Zero pontos. Cinco jogadores. Três semanas." Com essa conta, Ali "Ako" Muhanned, CEO da BC.Game, encerrou o comunicado publicado nesta quarta-feira (7 de outubro) em que pede à Valve que o time de Oleksandr "s1mple" Kostyliev comece do zero no VRS da Ásia. É a resposta da organização à mudança no Suplemento de Regras do Major, que, na prática, deixou a equipe fora da briga por vaga no Major de Singapura.
O executivo diz entender por que as regras ficaram mais duras, mas rejeita que a BC.Game seja colocada no mesmo saco dos demais casos. Em troca, oferece abrir mão de todo o histórico que o time acumulou no ranking.
Três meses longe de outras listas: a regra que travou a BC.Game
O ajuste da Valve, divulgado na terça-feira (6), estabelece que um elenco só ganha designação regional se tiver ficado fora da lista do VRS de qualquer outra região nos três meses de calendário anteriores. Ouvida pela HLTV, a Valve explicou que a regra já vale para Singapura e que o prazo é contado a partir do envio dos convites, e não da data de início do torneio.
A medida chegou depois que algumas organizações migraram do VRS da Europa para o da Ásia a um mês do prazo. A contratação do australiano Tyson "asap" Paterson pela BC.Game foi a movimentação mais comentada, mas WW e Sashi seguiram pelo mesmo caminho. Segundo a HLTV, a Valve avisou que essas equipes estão fora da disputa pelo Major, salvo se procurarem a empresa e chegarem a uma solução.
A trava só vale para os convites do Major. Nos campeonatos fora desse circuito, nada muda para os times.
asap, mzinho e Senzu no centro do argumento
No comunicado, Muhanned admite que o sistema precisa ter a integridade protegida, mas insiste que a BC.Game é um caso à parte. O argumento gira em torno de asap e dos mongóis Ayush "mzinho" Batbold e Azbayar "Senzu" Munkhbold, apresentados por ele como a base do projeto e como atletas que já jogaram no topo do CS asiático.
A ideia é começar do nada: nenhuma posição anterior, nenhum ponto herdado, só os resultados que os cinco jogadores somarem a partir de agora. O CEO diz que é assim que seria tratada uma organização recém-chegada com o mesmo elenco e conclui que a equipe pede apenas para "não ser tratada pior" que as outras.
Muhanned também rejeita cortar mais um jogador apenas para enquadrar o time nas regras. Completa a lineup, ao lado de s1mple, asap, mzinho e Senzu, o dinamarquês Emil "Magisk" Reif.
1.305 pontos colocados na mesa
A renúncia oferecida pela BC.Game tem peso. Pelos dados da RUSHFY desta quarta, o time está em 47º no VRS, com 1.305 pontos, e em 68º no ranking mundial.
No servidor, os resultados recentes oscilam. Na ROG JOURNEY Autumn 2026, a equipe derrotou a Sashi, outra personagem central da polêmica, além de BASEMENT BOYS e Voca, mas perdeu para a Prestige e levou 2 a 1 da BBL em 3 de outubro. A HLTV não informa nenhuma resposta da Valve ao pedido.
MIBR pega um rival em compasso de espera no dia 15
O imbróglio vira assunto da torcida brasileira na semana que vem: a BC.Game é quem o MIBR enfrenta na estreia da Stake Pulse Beat III, em 15 de outubro.
No ranking, o time brasileiro vive outra realidade: 13º no VRS, com 1.564 pontos, segundo a RUSHFY. Em setembro, na StarLadder StarSeries Fall 2026, o MIBR bateu magic e NRG, mas esbarrou duas vezes na FURIA.
Qualquer que seja a decisão da Valve, a série contra o MIBR pode ser uma das primeiras vitrines do quinteto que Muhanned quer ver recomeçando do zero.
Com informações de HLTV e HLTV.
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Tags: BC.Game, s1mple, VRS, Valve, Major de Singapura, MIBR
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